04/01/2010

E deixo passar por mim tudo o que vivi: e deixo ficar no passado o que é do passado. Sentia que me esvaziava. Sentia que escorria de mim muita lama, muita água passada, usada. Mas ela escorria, descia, descia, descia. Até que sobrou pó e água seca. Aí vieram lágrimas e veio chuva. E eu fiquei branca, igual criança. Aí veio vento que grudou em mim poeira, mas era poeira nova. E eu não me importei. 

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